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Olá Nefalem!

Faz pouco mais de um mês que iniciamos essa season e esse último fim de semana eu passei por uma experiência bem esquisita: fiquei deprimida por não conseguir finalizar a minha progressão de temporada no ritmo que eu havia me planejado lá no passado, antes de tudo começar. Sim, no último final de semana eu ainda não havia ganho o tão honroso título de GUARDIÃO e a última moldurazinha da coleção. Até àquele momento estavam faltando três missões: Matar Diablo no nível 70 em menos de 45 segundos na dificuldade Suplício X, Alcançar a Fenda Maior nível 70 (solo) e completar três Proezas de Temporada. Daí foi batendo uma agonia misturada com frustração e por fim veio aquela vozinha interior dizendo: “Amiga Kafka, você precisa tomar uma atitude! ”

Foi então que eu decidi dedicar uma parte bem preciosa do meu tempo a ir em busca desse achievment e fiquei um tempo considerável na frente do meu “Hot Weels” (apelido carinhoso que eu dei ao meu notebook dada a incrível performance do mesmo – sqn) calejando os dedos e maltratando o teclado, para no fim: nada. Exatamente o que você leu, nada. Não consegui. Nenhuma das três. Daí eu comecei a soltar fogo pelas narinas e excomungar o jogo, falar mal do RNG, bradar que cansei do joguinho e afins.

Quinze minutos e dois copos d’água depois, estava eu, novamente, de frente para o jogo. Mas dessa vez eu estava cansada e desestimulada por não conseguir cumprir o que eu me prometi. Daí eu me pergunto: Quantas vezes nós, jogadores comuns e casuais, não passamos por isso com esse joguinho que amamos tanto e que tanto zomba do nosso carinho quando deixa que a Kadala sambe na nossa cara distribuindo itens raros e mágicos ou nos dando itens que não nos interessam? Como é lidar com essa sensação de incapacidade ao ver todos aqueles níveis de paragon daqueles jogadores que a gente assiste as streams e os gameplays?

Aí eu, no auge da autocomiseração, me perguntei: Por que, afinal de contas, eu sou tão ruim jogadora assim? (pausa dramática) Foi então que a minha vozinha interior respondeu: “Não Kafka, você não é uma péssima jogadora. Apenas não tente tomar por parâmetro o ritmo e a progressão dos outros jogadores”. Minha voz interior é uma fofa, né?! O mais importante é que depois dessa reflexão eu caí em mim e percebi que, de fato, eu não devo e não posso tomar a progressão alheia como base para mim. Cada jogador tem uma curva de aprendizado diferente e dedica uma quantidade de tempo diferente ao jogo. Não dá pra “ser como eles”, o máximo que eu posso fazer é aprender com eles. Entender mais da mecânica, saber mais sobre builds e seguir os conselhos e os passos de quem está conseguindo fazer um pouco mais.

Portanto, querido e paciente Nefalem que está lendo esse meu desabafo, o que resta a muitos de nós, é dar o nosso melhor desde que ainda seja divertido. Aprender com os amiguinhos mais dedicados e também nos aventurar como bem entendermos se isso der na vontade. O joguinho tá aí, mas ele só tem relevância se te trouxer momentos alegres. Então, às favas com os achievments se eles te deixam triste! Vamos dar as mãos e passear por Santuário apenas dilacerando monstrinhos, sem preocupações com o amanhã! E pra você que leu meu desabafo, bom jogo, bons farms e muita satisfação ao jogar!

A gente se esbarra em Santuário, Nefalem!

Se você se identificou com o texto, conta pra gente nos comentários! E se você nunca se sentiu assim, me conta logo o teu segredo!